Doc n° 40
Sonhos
Esses, sempre muito claros
E vivos.
Parecem sempre indicar o caminho,
Mostrar o futuro.
Revelar e reavivar os medos, e
Satisfazer os desejos.
Aproximar as pessoas que se desejam
E aquelas que nunca se viram,
mas que por instantes, ainda que breves,
tornam-se parte de sua vida de forma implacável.
Os sonhos ainda permitem
Você olhar e vivenciar novamente o seu passado
Só que dessa vez sem tanto temor
E pesos na consciência.
Eles nos dão a tão idealizada liberdade,
Livre de repressões, e convenções sociais.
Sem prestar contas a ninguém,
Ninguém mesmo, nem a nós mesmos, livres
De nossa dita razão e consciência.
Quantas variedades, quanta diferença...
São tantos os sonhos.
Tem noite em que somos levados a paraísos,
Noutras à lugares que não desejamos jamais voltar.
Tem dia que acordamos sorrindo,
Outros em prantos, soluçando.
Alguns desejamos que nunca acabe,
que não chegue a hora de despertar,
Outros que são intermináveis e quanto mais desejamos
Que eles findem, mais demoram a acabar.
Mas todos têm um aspecto em comum,
Sua efemeridade
São de curta duração, breves.
E por mais que se repitam algumas vezes.
Nunca serão eternos.
Por mais que desejemos o contrario,
Eles fatalmente serão esquecidos.
Talvez seja essa sua característica,
Que nos faz desejá-los tanto
E querer dormir,
Só para novamente poder e
Sonhar
Ochaya
10 de dezembro de 2004
Escrito por ochaya às 10h21
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