Arquivo da Rosa
  

A todos que por aqui passar, desejo um Feliz Natal!!!

Que possam estar do lado dos que lhes são queridos, comer muita coisa gostosa e ganhar os presentes que anseiam.

Tenham muita paz e felecidades!

Ochaya

24 de dezembro de 2004



Escrito por ochaya às 13h53
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   Nota

Eu detesto esse espaço tão pequeno da UOL para publicação de textos.

Esse n° tão restrito de caracteres, quando não nos faz diminuir drasticamente o que escrevemos, temos que descaracterizar toda a forma adotada na montagem do original para publicar o que queremos, abandonando os espaços utilizados ou linhas puladas para dar uma maior noção de tempo ou de idéias. 

O texto abaixo sofreu essa descaracterização o que me faz ficar frustrada com o resultado, ainda assim resolvi publicá-lo, quando for um espaço desses significativos, considere o aumento do  tamanho da primeira letra do novo paragrafo como se uma linha divesse sido pulada.

Mais um detalhe a data de criação do texto abaixo é do dia 16 de dezembro de 2004, resolvi publicá-lo hoje e como não cabe no limite de caracteres da UOL a assinatura vem nesse post mesmo.

Ochaya/ 16 de dezembro de 2004

 

Peço descuplas pelo incoveniente e espero que gostem.



Escrito por ochaya às 21h33
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   Doc n° 41

Coração dói?

Uma vez eu fui ao médico:

Disse que meu coração as vezes batia

De um modo diferente

Meio assim:

Tum tum, tum    Tum, tum     tum, Tum      tum,

tutun, tutun tutum,

Aí ele volta a bater

Tum Tum, tum tum...

Dentro da normalidade,

Mas aí eu sinto uma dor aqui

Dentro do peito.

È uma agonia quando ela vem

Dói tão intensamente

Imobilizando-me,

Deixando-me sem ar e sem reação.

Sinto o meu coração doer...

E é tão profunda essa dor.

Ele disse que o coração não dói. 

Seco assim, não dói e pronto.

Mas se a senhorita quiser

Eu posso passar um remédio para tomar quer?

Ele não tem muito contra indicação não,

A principal delas é que:

"não deve ser tomada em caso de suspeita de dengue".

E você encontra em qualquer lugar,

Toma um comprimido de Aspirina e pronto.

Tchau!

Eu até hoje descordo dele.

Por que o meu coração

Ainda hoje, as vezes, continua a bater assim:

tum   tum   tum

E a dor é tão lancinante

que parece que vai fazê-lo parar.

E pra mim

Coração dói sim e muito!



Escrito por ochaya às 21h17
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   Doc n° 40

 

Sonhos

Esses, sempre muito claros

E vivos.

Parecem sempre indicar o caminho,

Mostrar o futuro.

Revelar e reavivar os medos, e

Satisfazer os desejos.

Aproximar as pessoas que se desejam

E aquelas que nunca se viram,

mas que por instantes, ainda que breves,

tornam-se parte de sua vida de forma implacável.

Os sonhos ainda permitem

Você olhar e vivenciar novamente o seu passado

Só que dessa vez sem tanto temor

E pesos na consciência.

Eles nos dão a tão idealizada liberdade,

Livre de repressões, e convenções sociais.

Sem prestar contas a ninguém,

Ninguém mesmo, nem a nós mesmos, livres

De nossa dita razão e consciência.

Quantas variedades, quanta diferença...

São tantos os sonhos.

Tem noite em que somos levados a paraísos,

Noutras à lugares que não desejamos jamais voltar.

Tem dia que acordamos sorrindo,

Outros em prantos, soluçando.

Alguns desejamos que nunca acabe,

que não chegue a hora de despertar,

Outros que são intermináveis e quanto mais desejamos

Que eles findem, mais demoram a acabar.

Mas todos têm um aspecto em comum,

Sua efemeridade

São de curta duração, breves.

E por mais que se repitam algumas vezes.

Nunca serão eternos.

Por mais que desejemos o contrario,

Eles fatalmente serão esquecidos.

Talvez seja essa sua característica,

Que nos faz desejá-los tanto

E querer dormir,

Só para novamente poder e

Sonhar

 

Ochaya

10 de dezembro de 2004



Escrito por ochaya às 10h21
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   Doc n° 39

O que escrever,

Como expressar o que sinto?

Exteriorizar o que penso em minhas noites insones.

 

Algo que parece ser tão palpável para mim, faz tanto sentido.

Na hora de exteriorizar,

Se torna tão confuso e impreciso

 

Quando vou compartilhar com alguém

O que me agrada, meus medos,

Minhas conquistas, tudo muda.

As palavras somem,

Brincam de esconder ou de

Dar outras significações ao que quero dizer.

Afastam-se de mim como

Se eu fosse uma estranha a ser evitada.

 

Seria tão bom se quando acordada, tivesse eu,

A mesma lucidez e desenvoltura

Que me domina em sonhos.

 

Quem sabe algum dia,

Saberei escrever

Com a beleza dos loucos

Que de forma tão linda

Falam o que sentem.

Livre de receios e conseqüentemente

De forma tão pura e sincera.

 

Nesse dia, amarei o que escrevo.

Amarei a todos que me lêem

E que compreendem

O que sinto.

Porque nesse dia

Serei livre e sincera

Como jamais fui comigo.

E terei com a palavra

A intimidade que os amantes

Têm em seus redutos.

 

Ochaya

10 de dezembro de 2004

Escrito por ochaya às 00h59
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   Doc n° 38

Para mudar um pouco a temática atual desse blog, pelo menos por hoje, uma besteirinha que disse durante a semana que passou e outra que li na porta de um banheiro (feminino é claro).

 

O besteirol dito foi:

'' Meu passado é tão obscuro que nem eu mesma o conheço", seguido por uma bela risada.

Quem me conhece sabe o quão verdadeiro isso é (e sim eu estou sendo irônica).

 

O lido, difere das usuais que se encontra em porta de banheiro femininos, que são sobre a legalidade do aborto, o quanto Jesus te Ama, declarações de amor (tanto para homens quanto para mulheres), xingamentos dentre outras vertendo geralmente para o mesmo nível é temática. O interessante é o quanto se discute sobre esses assuntos, é pior do que fórum (quem sabe a origem remota dos fóruns deve ser essa), basta alguém colocar algum tema e lá vai opiniões diversas, tanto de repúdio quanto de apoio, porta afora. Mas voltando ao que eu li:

''Eterno nesse mundo só o meu xixi.

Ele é húmus,

Adubo

Cimento

Concreto

E Pó."

 

Deve existir alguma grande verdade ou filosofia por trás dessas palavras, ainda não consegui descobri-la.

Só sei que me foi uma surpresa bastante inusitada, dentro do contexto usual de porta de banheiro feminino e de meu atual estado de humor, e me trouxe novamente um sorriso aos lábios.

 

Ochaya

04 de dezembro de 2004



Escrito por ochaya às 14h22
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