Arquivo da Rosa
   Doc n° 37

 Esse poema, por exceder o n° de caracteres permitidos pelo uol foi divido em duas partes, a leitura dele se dará de forma normal, de cima para baixo sem maiores problemas.

 

Tô com saudade,

Muita.

 

Queria novamente ouvir a sua voz,

sentir seu cheiro

ter vc novamente em casa,

dividir o mesmo espaço e te ver

ouvindo com toda a paciência do mundo

minhas trivialidades,

presenteando-me com risadas gostosas

(ai que saudade de suas risadas)

o besteirol por nos dito.

 

Queria tê-lo aqui para dividir esse momento,

que não foi de muita alegria

mas que foi de grande aprendizagem para mim.

Mas não só esse momento

e sim muitos outros vindouros,

assim como minhas lembranças.

Lembranças de criança e do pouco tempo vivido,

algumas contigo partilhadas,

outras apenas por mim guardadas.

 

Sei que estas longe,

que posso esperar de ti o melhor

e que quando precisar, terei você a meu lado,

mesmo que fisicamente estejas longes

sei que estarás aqui comigo.

 



Escrito por ochaya às 22h34
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Mas a distancia nem sempre é camarada

e forte ela se impõe desrespeitando minha razão,

me impõe o vazio por ti deixado,

me faz sentir tanto a sua falta.

 

E por mais que eu diga

que tenho você aqui (sempre guardado em meu peito)

sinto tanto a sua ausência.

 

A cama vazia e sempre fria

donde antes tinha tanta alegria,

te espera tão ansiosa quanto eu.

 

Esperançosa

fico aqui, com o coração na mão,

aguardando mais umas breves palavras

ou na expectativa de mais um retorno teu.

 

TE espero com grande amor e

te cuida meu querido.

  

Ochaya/27 de novembro de 2004



Escrito por ochaya às 22h32
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   Doc n° 36

É...

Infelizmente algumas coisas nunca mudam, principalmente as pessoas.

Mais difícil ainda é acreditar nas mudanças que as pessoas dizem ter sofrido.

Você até que tenta dar uma chance, ver se o tempo mudou alguma coisa, acreditar que as coisas serão realmente diferentes, não sei nem o porquê de acreditar nisso, porquê ele mudaria, se vc mesma não mudou, apesar de que eu não queria mudar e nem encontrei algum motivo válido que justificasse a minha mudança, mas ainda assim se espera que alguma mudança realmente tenha ocorrido.

A ilusão talvez tenha vindo das atitudes que diferiram das anteriormente adotadas, da atenção que passou a me dedicar e das palavras bonitas a mim faladas... mas no fundo no fundo continua o mesmo. Bastou ficar muito à vontade e eu ter baixado a bola, ter tentado novamente, que tudo voltou a ser como antes.

Os mesmos erros novamente cometidos e a mesma desilusão me acomete de novo.

 

Ochaya

26 de novembro de 2004



Escrito por ochaya às 13h55
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   Doc n° 35

Bom,

O telefone tocou, a notícia chegou.

Não era a que eu esperava, mas de qualquer forma, foi uma notícia e acabou com a ansiedade.

Pena que agora me veio a decepção devido a resposta...

Algo parecido com: " ...vc é muito boa e não temos condições de tê-la junto da gente"  e blá blá blá.

Fica a decepção, vai a ansiedade e aguardo o consolo.

Eu sei que ele vai vir e se não vinher, o consolo, que venha pelo menos o conformismo.

Ochaya

24 de novembro de 2004



Escrito por ochaya às 17h11
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   Doc n° 34

E por falar em sentimentos, assunto tão em voga aqui no meu Arquivo ultimamente, falarei de mais um que apesar de não me ser tão caro, vem me fazer companhia de tempos em tempos, mas que nunca se fez tão presente em minha vida quanto agora.

 

Ansiedade

Essa ansiedade que se faz presente agora.

 

Sentimento que cresce mais e mais a cada batida do relógio.

Em uma velocidade tamanha que nem o Tempo, em toda a sua pressa, consegue acompanhar.

 

Um, dois, três dias já se passaram dessa semana, e lá se foram totalizando, quase duas semanas sem uma notícia sequer.

 

Por quê não toca?

Anda, toca logo telefone!

Diminua a minha angustia.

Me dê uma notícia.

Uma só que seja, qualquer coisa, uma palavra apenas que finde esse longo período de espera.

 

Toda essa demora...

Só aumenta a ansiedade, ou será a demora alimentada por essa última?

Não consigo determinar ao certo, aliás, pouco tenho conseguido de qualquer coisa.

A racionalidade já não me acompanha mais.

Só me restou a Ansiedade.

 

Agora...

Estou aqui quase que paralisada, a olhar, como se hipnotizada estivesse, para o aparelho de telefone inerte e mudo.

Esperando e temendo, que tão aguardada notícia, não me venha.

 

Quem sabe, se no fundo no fundo de toda essa confusão, ainda não me reste uma tenra esperança.

Quem dera se fosse verdade.

 

Ai Ansiedade !

Até quando você vai me consumir assim, de forma tão impiedosa, com tamanha força e velocidade?

                                                            Ochaya/23 de novembro de 2004

 

Nossa, acho que toda essa ansiedade me tornou bem piegas também.

PS: O telefone tocou, mas era engano. Tem coisa mais cruel do que em toda essa angustia, o telefone dá só um toque e não tocar mais e ainda assim você atende o telefone e ele está mudo... desistiram.



Escrito por ochaya às 19h25
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Estou sem meios para acessar a internet (isso envolve tempo, computadores livres e que operem de modo decente) e por conta disso não estou postando nada de novo e nem respondendo aos comentários... me perdoem. Espero resolver esses problemas dentre breve, emquanto isso eu vou tentando produzir algo de bom para postar aqui.

Casei desse template também , gostaria de colocar o desenho que fiz, mas não sei mexer com esse negocio de templates e não consigo mudar, enquanto isso fica esse template verde, só espero que vcs não enjoem dessa cor beeem verde...

Bom,  paciência.



Escrito por ochaya às 19h59
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   Doc n° 33

Tristeza.

Que me faz sorrir e celebrar a vida.

Presença constante,

Sentimento que difere de intensidade,

Oscilando de momento para momento,

Sem, contudo, nunca tornar-se nulo.

 

Sentimento que

Corroe, consome,

Alimenta e inspira...

 

Torna a vida bela e

De contornos indivisíveis

Na escuridão opaca das cores negras

Em que transforma os dias.

Fazendo-me sentir como se de noite estivesse

E buscando por essa com grande anseio.

 

Tristeza que apura minha mente e sentidos,

Para que possa perceber,

As pequenas nuances

Em que se transformam os objetos.

Traz consigo o brilho,

O romantismo e o encanto mágico da noite

Para dentro do peito.

 

Exige no entanto

Como troca.

A devoção à noite,

Como a adoração de um filho por sua mãe amada.

Que acolhe, generosa, em seus seios,

Repletos da escuridão

Tão peculiar aos úteros,

Seus filhos com suas tristezas e mágoas,

Oferecendo o conforto e paz que esses tanto precisam.

 

Brindemos então!!!

Pois já é noite escura com suas luzes artificiais,

Brindemos com vinho tinto,

Tão nobre presença,

A tristeza!!

Que tão bem nos acompanha,

Enriquecendo a vida,

Tornado-a sempre tão bela

Quanto especial.

 

 

Ochaya

01 de novembro de 2004

 



Escrito por ochaya às 16h22
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   Doc n° 32

Aproveitando a data (02 de novembro) e o post n° 28, coloco aqui o significado de meu nome que eu mais gosto.

Rosália significa festa romana em que se colocavam rosas sobre os túmulos de seus antepassados.

Existem outros não tão belos assim, a maioria vertendo para a botanica e zoologia. 



Escrito por ochaya às 14h52
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