Doc n° 15
É inacreditável a capacidade de algumas pessoas que se dizem “humanas” de não o serem...
Como podem dizer serem pessoas humanas quando são capazes de ofender, agredir moralmente, psicologicamente e por que não fisicamente outras pessoas mais frágeis que elas.
Como podem se dizer humanos quando lhes faltam o mínimo de integridade moral, de honestidade.
Como ser humanos se tão egoístas são, nunca pensar no seu próximo, sempre em si mesmos (“eu... somente eu e em primeiro lugar, claro. Por quê não ser assim, porquê ser diferente?”) e com tão grande facilidade são capazes de mentir para favorecerem a si mesmos, atender aos seus interesses quase sempre escusos, nem sempre lícitos.
Ah, quanta decepção... quando me deparo com essas pessoas tão “humanas”...
Triste é saber que elas não são tão exceção assim, que estão tão presentes em nossa sociedade, saber que nem sempre você precisa ir longe para encontrar pessoas assim, elas podem estar dentro do seu convívio, ao seu lado, quem sabe no seio de sua família... triste é saber dessa realidade.
Quanta desilusão saber que todos estamos sujeitos as vontades, por quê não loucuras também, dessas pessoas...
Pessoas que não sentem o mínimo peso na consciência e tranqüilos dormem a noite... não sabem (será mesmo que não sabem?) o quanto mal eles são para seus próximos, não pensam, não medem nunca as conseqüências de seus atos, o quanto eles podem afetar aos seus próximos, quase sempre muito próximos, esses são sempre os mais afetados.
Suas consciências são tranqüilas, será que para eles os meios sempre justificam o fim e é tão simples assim?
Sinto dizer mas não me é tão fácil dormir, repousar a cabeça no travesseiro e ter uma noite tranqüila, descansar em paz ao saber das ações dessas pessoas, de ver as conseqüências de seus atos, de sentir o sofrimento dos que são penalizados pelas ações de pessoas assim... quem sabe o azar seja meu, quem manda ser assim, tão sensível a desgraças alheias.
Mas digo desde já, de forma alguma me desengano da raça humana, do gênero humano... mas também não se justifica o argumento de que essas pessoas são assim exatamente por serem humanos... discordo veementemente.
Continuo acreditando que o ser é humano por sua capacidade de sentir, de pensar em seus próximos e não só em si, por isso vivemos em sociedade, acredito na capacidade humana de se comover, e principalmente de sentir. Apesar de parecer redundante, incorro nesse risco para enfatizar, essa característica dos homens (quanto espécie) acredito no ser humano exatamente por esses serem humanos e se sentirem como tal, e é esse o grande diferencial de nossa espécie.
Essas pessoas que aqui escrevo expressando meu ponto de vista são uma exceção... é uma lastima que seja uma exceção tão numerosa.
No final de contas, essas palavras são apenas um desabafo... triste.
Ochaya
11 de agosto de 2004
Escrito por ochaya às 09h42
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