Arquivo da Rosa
   Doc n° 18

 

Posso passar horas, dias, meses e anos

utilizando todas as folhas que puder

preenchendo todos os espaços em branco

de todas as folhas que existirem

Desenhando em paredes, muros, chão, qualquer lugar

Lugar onde exista o vazio...

Ler todas as coisas belas, ler poesias,

a realidade e a fantasia

Fantasia é poder ler

toda a minha realidade nos seus olhos

escrever, gravar palavras e

marcar definitivo seu coração

Tornando a realidade em fantasia

ou a fantasia na mais delirante e concreta verdade

Superando os anos, o vazio

fazendo poesia

do mundo, seu mundo e trazendo dele

meu mundo.

 

                                                        Ochaya

                                               29 de agosto de 2004



Escrito por ochaya às 18h33
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   Doc n° 17

         Meu Deus onde vamos parar com essa mentalidade que assola o povo, residentes do nosso país, de nossa cidade...

         É uma mentalidade cada vez mais mesquinha e diminuta que nem pode ser justificada pela falta de recursos e investimento governamental, não excluindo a parcela de culpa desse também, mas não vem ao caso agora, nem pela moradia desprivilegiada.

          Justifica-se talvez, pela educação recebida no berço, herdada da família (a família é a grande fomentadora da nação) ou pela falta delas,  que cria essa visão egoísta de enxergar o mundo, além é claro de ter sempre uma parcela da própria índole da pessoa.

É uma mentalidade muito pequena... são freqüentes os exemplos dela, aqui e outra acolá.

            Pessoas que além de estarem importunando muitos tem a desfaçatez de ironicamente, e se sentido no direito, de alegarem que “os incomodados que se retirem”. Ai... quanta falta de senso de comunidade, de sociedade, vivem para si mesmos sempre.

Outro exemplo dessa ignorância (na melhor das hipóteses ou denominações) é a massa que ao invés de lutar para ter cada vez mais Carteiras de Trabalho assinadas acha que é mais simples extinguir esse direito adquirido porque são poucos os que têm e estes atrapalham os demais de arranjarem empregos com carteiras assinadas, então: “Acaba logo com essa tal Carteira de Trabalho que só atrapalha a gente de arrumar emprego”, e por aí vai, são infindáveis os exemplos.

          Como já lamentei anteriormente, infelizmente a parcela de pessoas assim na nossa sociedade tem aumentado gradativamente e o número de cidadãos tem diminuído na mesma ordem.

          O que fazer para mudar? Sugestões são inúmeras, mas acho que não basta só sugerir e sim tomar a iniciativa e tentar mudar, começar aí pelas pessoas que convivem contigo.

          Começar pela sua casa, convencer a todos os moradores sobre a importância que a família tem para a formação do caráter de nossas crianças, futuros cidadãos se assim nos dispusermos a ensiná-los a serem, participar mais ativamente de sua criação... terrível é quando nos privam de fazê-lo

Criar cidadãos, mudar essa mentalidade pequena e essa marcha crescente de extinção da noção de comunidade, sociedade e cidadania.

 

Ochaya

26 de agosto de 2004



Escrito por ochaya às 16h11
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   Doc n° 16

Finalmente achei algo sobre o ENEARQ-Encontro Nacional de Estudantes de Arquivologia na Net, e achei um blog interessante do pessoal da Universidade Federal da Bahia www.da.arq.zip.net, onde constam informações sobre Arquivologia e eventos relacionados.

Tem um link do site do Enearq, eis o post deles: VIII ENEARQ

Encontro Nacional dos Estudantes de Arquivologia
Cidadania, Cultura e Arquivologia: o papel dos arquivos na sociedade brasileira
7 a 9 de Outubro de 2004
Universidade Federal do Espírito Santo
Vitória (ES)

http://www.ccje.ufes.br/dci/enearq2004/

Acessem esta página e fiquem por dentro de todas as informações referentes ao VIII EneArq.

Vale a pena conferir.

 

Estou muito satisfeita com esse achado.

Ochaya

24 de agosto de 2004



Escrito por ochaya às 15h07
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   Doc n° 15

É inacreditável a capacidade de algumas pessoas que se dizem “humanas” de não o serem...

Como podem dizer serem pessoas humanas quando são capazes de ofender, agredir moralmente, psicologicamente e por que não fisicamente outras pessoas mais frágeis que elas.

Como podem se dizer humanos quando lhes faltam o mínimo de integridade moral, de honestidade.

Como ser humanos se tão egoístas são, nunca pensar no seu próximo, sempre em si mesmos (“eu... somente eu e em primeiro lugar, claro. Por quê não ser assim, porquê ser diferente?”) e com tão grande facilidade são capazes de mentir para favorecerem a si mesmos, atender aos seus interesses quase sempre escusos, nem sempre lícitos.

Ah, quanta decepção... quando me deparo com essas pessoas tão “humanas”...

Triste é saber que elas não são tão exceção assim, que estão tão presentes em nossa sociedade, saber que nem sempre você precisa ir longe para encontrar pessoas assim, elas podem estar dentro do seu convívio, ao seu lado, quem sabe no seio de sua família... triste é saber dessa realidade.

Quanta desilusão saber que todos estamos sujeitos as vontades, por quê não loucuras também, dessas pessoas...

Pessoas que não sentem o mínimo peso na consciência e tranqüilos dormem a noite... não sabem (será mesmo que não sabem?) o quanto mal eles são para seus próximos, não pensam, não medem nunca as conseqüências de seus atos, o quanto eles podem afetar aos seus próximos, quase sempre muito próximos, esses são sempre os mais afetados.

Suas consciências são tranqüilas, será que para eles os meios sempre justificam o fim e é tão simples assim?

Sinto dizer  mas não me é tão fácil dormir, repousar a cabeça no travesseiro e ter uma noite tranqüila, descansar em paz ao saber das ações dessas pessoas, de ver as conseqüências de seus atos, de sentir o sofrimento dos que são penalizados pelas ações de pessoas assim... quem sabe o azar seja meu, quem manda ser assim, tão sensível a desgraças alheias.

Mas digo desde já, de forma alguma me desengano da raça humana, do gênero humano... mas também não se justifica o argumento de que essas pessoas são assim exatamente por serem humanos... discordo veementemente.

Continuo acreditando que o ser é humano por sua capacidade de sentir, de pensar em seus próximos e não só em si, por isso vivemos em sociedade, acredito na capacidade humana de se comover, e principalmente de sentir. Apesar de parecer redundante, incorro nesse risco para enfatizar, essa característica dos homens (quanto espécie) acredito no ser humano exatamente por esses serem humanos e se sentirem como tal, e é esse o grande diferencial de nossa espécie.

Essas pessoas que aqui escrevo expressando meu ponto de vista são uma exceção... é uma lastima que seja uma exceção tão numerosa.

No final de contas, essas palavras são apenas um desabafo... triste.

 

Ochaya

11 de agosto de 2004



Escrito por ochaya às 09h42
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   Doc n° 14

Acho que somente a sua presença, o conforto de seus braços, a força de seu abraço seria capaz de aplacar essa inquietude, que tem me agitado tanto e profundamente me perturbado,  roubado minha paz...

Gostaria de acreditar que essa confusão de sentimentos que me assolam não tem a origem em você, na verdade em sua ausência, que o que tem me perturbado o sono seja saudade, saudade de me encontrar perto de ti, ao seu lado...

mas temo que seja essa a triste verdade.

Sinto que o mau que me aflige seja saudades mesmo... indo contra tudo o que tenho lutado para não ser, negando a mim a concretização desses sentimentos que teimam em se mesclar e evoluírem, eles se tornam indiferentes a minha vontade e ultrapassam todas as barreiras por mim erigidas.

O porque dessa luta sem sentido, não sei ao certo explicar, nem a mim mesmo...

 

Ochaya

31 de julho de 2004



Escrito por ochaya às 12h18
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