Arquivo da Rosa
   Esclarecimento

As datas dos documentos não seguem necessáriamente a ordem das postagens, muito menos as datas de postagens.

Exemplo: Os documentos 13(dia 27/07/04) e 11 (dia 26/07/04) estão depois do documento 12 (dia 28/07/04)

Futuramente entrarão documentos mais antigos, feitos em outra época de minha vida.  



Escrito por ochaya às 11h49
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   Doc n° 13

Saudade, nostalgia, ausência de alguém...

É incrível como esses sentimentos têm a capacidade de crescer de forma tão acelerada... apoderar-se do nosso coração, perturbar as nossas vidas e nos lançar em uma espera interminável, consumindo-nos em ansiedade.

 

A saudade tem gradativamente aumentado.

Está se tornado insuportável, crescendo e transformando-se em uma agonia, inquietação latente, pulsante, aqui no meu peito.

Os minutos têm a duração eterna, vagarosamente caminham, aos passos de um velho cansado, quem tem a eternidade para percorrer um curto trajeto de 24 horas. Desdenhando da urgência que tenho e que me consome...

urgência essa de estar ao seu lado.

Esse sentimento se nutre com pequenas coisas.

A luta em que nos embrenhamos para superar a nostalgia e o desalento é terrível, quando começamos a acreditar que estamos contornando esses sentimentos, aparece sempre alguma coisa para derrubar nossas resistências.

Parece até que algum deus gosta de brincar com nossos corações aflitos, remoendo-nos com lembranças e esperanças, talvez para lembrar que o gostar não é impune, sempre exige.

Brincando, esse deus irônico e impiedoso, insuflou ainda mais em meu peito a saudade, veio perturbar ainda mais minha mente, que já com tanta dificuldade se concentra, desfazendo de vez o meus mais sinceros esforços para esquecer, jogando-me novamente nesse turbilhão de forma arrebatadora, com uma única música que tanto me revela lembranças então aquietadas.

E como um fantasma, a música toca na rádio, na hora mais imprópria, quando finalmente tinha me acalmado, assombrando minha mente trazendo a tona lembranças de você.

A música em questão, não é tão fácil de se encontrar, não toca com freqüência, na verdade, já fazia um tempinho que não a ouvia, por mais que desejasse. Deus sabe o quanto procurei por essa música para poder te mostrar, o carinho e a timidez com que te ofertei, com uma sinceridade sem igual, tu não sabes quanta alegria passou em meu coração naquele instante, naquela ultima vez que te vi.

 

Ochaya

27 de julho de 2004



Escrito por ochaya às 11h38
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   Doc n° 11

 Sei que estou alterando a ordem da numeração de documentos do blog, mas estava dando um probleminha com o documento n° 11 e tive que deletá-lo, estou republicando-o agora, sem alterações.

Estou de volta!!!

Me ausentei uma semaninha dessa cidade e já estava sentindo tanta falta.

Apesar da seca e do frio, Brasília nunca será um deserto, será o que sempre foi para seus apaixonados filhos, que quando estão longe são afligidos por uma saudade sem motivo, uma inquietação n’alma que só passa quando se retorna para os braços de uma cidade que os oferece igual uma mãe zelosa e saudosa... é essa a época mais linda do ano aqui e não me canso de afirmar isso.

Ô saudade desse friozinho, desse céu azul e dos demais encantos dessa terra, dos meus queridos que aqui ansiosamente me esperavam... até parece que muitos anos se passaram, sendo que na verdade nem chega a ser uma semana que distante estive.

Reconheço, que frio que senti ao desembarcar aqui, mas acompanha esse frio a certeza de que eu não gostaria de estar em nenhum outro lugar, celebro o gelo, imagino a noite... quanta coisa boa por se fazer...

Ai! Um capuccino nesse friozinho, com chantilly então, aiaiai...

 

Ochaya

26 de julho de 2004

 



Escrito por ochaya às 11h03
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   Doc n° 12 parte I

Parte I

 

Uma lembrança do meu paizinho, que tão longe de mim se encontra neste momento, e que tanta falta me faz...

 

“Busquei na memória da minha infância novamente essa linda poesia do sensível bardo cearense para te oferecer com todo o carinho que o coração desse pai distante te dedica.

 

A Flor do Maracujá

Catulo da Paixão Cearense

 

Apois antonce lhes conto

A historia que ouvi contá

Pruque razão nasce roxa

A flor do maracujá.

 

Maracujá já foi branco

Eu posso inté lhe jurá

Mais branco que a quaiada,

Mais branco que o luá.

Quando as fro brotava nele,

lá pras bandas do sertão,

Maracujá parecia

Um ninho de algodão.

 

continua... 



Escrito por ochaya às 10h39
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   Doc n° 12 parte II

Parte II

 

Mas foi um dia seu moço,

Longe daqui como que…

Do lugá já nem me lembro,

E a razão não sei pruque

Do mes tombem não me lembro

Se foi maio se foi junho

Se foi janeiro ou dezembro

 

Nosso Sinho Jesus Cristo

Foi pregado na cruz a martelo…

E por ver tamanha crueza,

A natureza inteirinha

Pos–se a chorar de tristeza.

Chorava a fonte dos campo,

Chorava a foia, a ribeira.

Sabiá tombem chorava

Num gaio da laranjeira

 

Continua...



Escrito por ochaya às 10h36
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   Doc n° 12 parte III

Parte III

 

Contam tombem que havia

Ao pé da cruz do Sinho

Um pé de maracujá

Carregadinho de fro

E o sangue de Jesus Cristo,

Sangue pisado de dor,

Do pe de maracujá

Tingia todas as fro.

 

E foi por isso seu moço

Que as frozinha ao pé da cruz

Ficaram roxas tombem

Como o sangue de Jesus

Apois antonce, seu moço,

Foi ansim que ouvi contá

Pruque razão nasce roxa

As fro do maracujá

 

Ochaya, algumas reticências significam que minha memória pode estar me traindo. Declame-se com sotaque cearense”.

 

Tô com saudade...

Ochaya

28 de julho de 2004



Escrito por ochaya às 10h34
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   Doc n° 10

Que falta me faz...

que sensação de vazio, de abandono...

que frio que me dá.

Ao ter que deixar o seu colo...

quando nos separam...

 

Sinto que meu coração quase não bate,

não exerce tão nobre função de bombear tão preciosa essência rubra pelo meu corpo.

 

Sinto a falta de seu calor, de me aninhar em seu colo, de sentir seus afagos, ter meus cabelos desgrenhados com o seu carinho e sentir em minha face suas mãos  a deslizar em suave carícia...

Sinto falta de me entregar em manha... aninhar-me em seu colo,

permirtir- me sentir, receber em carinhos, a sua maneira de dizer o quanto gosta de mim.

 

Quando você vai embora... 

resta-me a vontade de novamente, e merecidamente,  ser mimada, ter em seu colo meu ninho, sentir o sangue bombear a aquecer meu coração.

 

Ochaya

15 de julho de 2004



Escrito por ochaya às 09h10
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   Doc n° 09

         Inverno, beleza singular em Brasília,

estação em que a cidade se veste com o máximo de zelo,

querendo encantar seus moradores e transeuntes, compensá-los

da esterilidade promovida pela seca que castiga impiedosamente.

         Apesar dos gramados de Brasília, como os da Esplanada,

apresentarem uma cor pardacenta, esturricados pelo Sol e pela baixa umidade do ar, a cidade nos prenda com um céu de azul tão profundo como não há similar em qualquer outra parte do Brasil e em qualquer outra época do ano,

         A Lua se apresenta no céu tão próxima dando-nos a impressão de que se esticarmos os braços a tocaremos e surge sempre tão amarela irradiando luz e energia,

         E os canteiros da cidade, sempre verdes e floridos apesar da seca, mantendo-se assim a custa de muita água e trabalho,

         As arvores despem-se de suas folhas e vestem-se completamente com suas flores de colorido tão intenso, e todas elas, reconhecidamente belas, se destaca uma espécie...

         Os ipês, que apesar da rudez de seus troncos característicos das arvores do Cerrado e que durante as outras épocas do ano se esconde reservando a essa estação toda magnitude de suas três cores em vestimentas de gala, despe-se por completo de suas folhas e assanhado cobre-se apenas com suas flores, ao mesmo tempo, em que oferta a seus admiradores lindos buquês, de beleza valorizada e merecidamente reconhecida pelos candangos que atribuem a beleza do Ipê e sua importância como símbolo regional.

 

Ochaya

12 de junho de 2004



Escrito por ochaya às 15h04
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   Doc n° 08

Passagem de um artigo que li e que me chamou muito a atenção...

É um canto de celebração do candomblé, que gera uma sensação de invocação de força... talvez seja uma forma de autoproteção de uma cultura, de um povo e de um indivíduo que dita que por mais que se esteja só, se acreditar que seu povo está contigo,assim o será.

“Kosi mi fara alejo/

Ara wara Kon mi fara...”

Traduzindo...

“Nada há que possa contra mim, nem mesmo quando parte dos estrangeiros/ Todos unidos num mesmo corpo, nada há no mundo que possa contra mim!”

 

... como seria bom se eu acreditasse nisso e levasse ao pé da letra



Escrito por ochaya às 15h45
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   Doc n° 07

Por quê Tempo?

Por quê teima em ser implacável para com os corações, teima em manter-nos separados, longe?

            Por quê quando estamos juntos tu aceleras ao máximo, fazendo com que os momentos em que estamos juntos sejam extremamente breves, corre, apressa, deixando-nos perdidos com o pouco tempo que temos, sem saber o que fazer e por nada fazer, apenas desejando... ter mais tempo.

         E nos deixa tão desamparados com a sua demora interminável em novamente nos permitir estar um com o outro, castigando-me com lembranças e promessas veladas e com o desejo que cresce com a demora desse algoz de nossas vontades, que se deleita ao brincar com os corações órfãos da companhia almejada, e dos tolos que vorazmente anseiam que voe enquanto os mantém longe da realização de seu mais secreto desejo, de suas vontades e de estarem em uma nova oportunidade, juntos.

          Aos que se submetem a sua vontade, Tempo, e inutilmente lutam contra ti, implorando para que não se demore mais, e que nos permita apenas estar junto de quem desejamos por uns míseros instantes mais, permitir o poder de aproveitar ao máximo o pouco tempo de que dispomos...

          Até perceber-nos de novo, desamparados desse calor confortador emanado e sentido no coração, oriundo do querer e desejar a pessoa preferida, e novamente planejar o que fazer quando estiver perto dela e a lembrar os momentos vividos juntos e acalentar no coração tão cálidas lembranças.

         A mim resta apenas, suplicar a tão algoz carrasco, Tempo, para que passe logo, apresse-se e permita me por mais poucos e fatalmente breves instante, ter junto a mim, a sua companhia.

 



Escrito por ochaya às 09h55
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   Doc n° 06

Acho que essa música tem tudo a ver com o meu atual estado de espírito... 

A Sua

(Marisa Monte)
Eu so quero que você saiba 
Que estou pensando em você 
Agora e sempre mais 
Eu só quero que você ouça 
A canção que eu fiz pra dizer 
Que eu te adoro cada vez mais 
E que eu te quero sempre em paz 
Tô com sintomas de saudade 
Tô pensando em você 
E como eu te quero tanto bem 
Aonde for não quero dor 
Eu tomo conta de você 
Mas, te quero livre também 
 
Como o tempo vai e o vento vem 
Eu só quero que você caiba 
No meu colo 
Porque eu te adoro cada vez mais 
Eu só quero que você siga 
Para onde quiser 
Que eu não vou ficar muito atrás 
Tô com sintomas de saudade 
 
Tô pensando em você 
 
E como eu te quero tanto bem 
Aonde for não quero dor 
Eu tomo conta de você 
Mas, te quero livre também 
Como o tempo vai e o vento vem 
Eu só quero que você saiba 
Que estou pensando em você 
Mas, te quero livre também 
Como o tempo vai e o vento vem 
E que eu te quero livre também


Escrito por ochaya às 09h51
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