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Doc. Final
Eis o ultimo post desse espaço.
Enfim as mudanças estão concluídas e a mudança pode ser feita.
O Arquivo esta a partir de hoje em novo endereço:
http://arquivo-da-rosa.blogspot.com
(Por favor, atualizem o link)
Agradeço a todos que aqui estiveram e peço que me acompanhe, venham me visitar no novo endereço e sintam-se em casa.
Sejam bem vindos!
Ochaya 22 de julho de 2005
Escrito por ochaya às 21h38
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Doc sem número
Ahhh!! Coisas simples, tão boas.
Uma noite tranqüila, irresistível e maravilhosamente simples.
Programação:
Concerto da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, na Sala Villa Lobos do Teatro Nacional, precedido por um capuccino grande com chantilly e o reencontro com uma amigo da universidade, que não via a alguns meses.
Repertório:
Sinfonia n°4 em lá menor, dita Italiana, op. 09 de Medelssohn e Sinfonia n° 08, em sol maior, op. 88 de Dvorák. Ambos desconhecidos por mim e apresentados com maestria pelo regente Roberto Montenegro, hoje em noite tão simplória.
Estou satisfeita e contente, hoje dormirei um belo sono numa noite simples e fria.
Boa noite a todos.
Ochaya
05 de julho de 2005
Escrito por ochaya às 23h09
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Doc sem número
Bom, hoje o dia está lindo... o céu extremamente azul limpo de nuvens e faz frio, mas é um frio bom.
O dia realmente está lindo e eu me tornei nostálgica (isso tende a acontecer comigo em dias assim, dias frios e belos), e mais uma vez fico aqui com o coração longe e mais longe ainda vão meus pensamentos.
Fico aqui a fitar essa imensidão azul e a me perder.
Ochaya
26 de junho 2005
Escrito por ochaya às 15h24
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Nota de Congratulações... para mim!!!
Eita, já se passou um ano?
Pois é...
Faz um ano que após uma certa insistência de meu amigo (que ultimamente passa muito tempo sem postar qualquer coisa em seu blog e que deixa saudades por suas prolongadas ausências), ainda no meu tempo de estagiaria eu comecei com esse blog, lembro-me bem que era uma tarde de raro ócio no estagio (na vida de estagiário esses momentos não são tão freqüentes) que eu dei inicio a esse projeto, foi de forma tímida e sem grandes pretensões, e fico contente por após um ano ele manter suas características originais, continua despretensioso, espaço aberto para trivialidades, sugestões e impressões, é claro que os desabafos não ficaram de fora.
Mas o que mais me encanta e encantou ao longo desse ano é ter visto que pessoas que por aqui passaram uma vez movidas talvez pela curiosidade voltaram e aqui permanecem me visitando e desses ficou o carinho especial que surgiu e a oportunidade de conhecê-los, pessoas que pude conhecer virtualmente e alguns posteriormente pessoalmente (e foi um grande prazer), posso dizer que todas se tornaram especiais para mim sem esquecer dos amigos de sempre.
A todos o meu imenso muito obrigado!
Obrigada ela paciência, pela presença e pela companhia...
Nossa isso esta um melaço-de-cana danado, acho que se deve a data, eu tenho uma grande tendência a me tornar sentimentaloide nessas datas.
Esse post que já esta enorme, no qual já tive cortar muita coisa, serve pra anunciar mudança em breve, novo o Arquivo da Rosa vai se mudar e o endereço provável será o blogger, mas por quê?? Explico, eu tenho sempre que cortar trechos de meus textos ou adaptá-los ao espaço minúsculo do blog da Uol, o sistema de comentários da Uol também é muito chato para quem comenta, apesar de me ser muito cômodo para responder, e estou saturada desse verde tão cansativo. Por enquanto o arquivo permanece aqui até que tudo esteja pronto lá, aí eu anuncio definitivamente a mudança, o novo endereço e deixo um link etc. Fica o desejo sincero de que no novo endereço sejam mais alguns anos de suas boas companhias.
Ochaya, 23 de junho de 2005
Escrito por ochaya às 01h55
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Doc n° 49
Tela em branco
Branca com minha mente
Branca como minha capacidade criativa
Alva como minha imaginação.
Tela em branco
Imaculada pelos meus sentimentos
Pelas minhas cores
Pelas minhas palavras.
Tela em branco
Branco como eu gostaria que fossem meus últimos dias
Vazia como a paz que não me vem.
Tela em branco
Inexpressiva a prever meus sentimentos.
Calma a me observar e denunciar.
Ochaya 30/05/2005
Escrito por ochaya às 20h31
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Doc n° 48
Aproveitando a idéia da Bianca (com licença Bia), esta lançado o desafio:
Poesia para o Bolo de Chocolate da Rosa!
E se você nao o conheçe, mesmo assim deixe a criatividade fazer seu papel e escreva uma poesia também para o Bolo.
Vou começar:
Bolo bolo pra que te quero bolo... Presentei- me como o que ha de doce bolo. Leve embora a dor que me consome bolo. Deixe me cobiçar a delicia da felicidade bolo. Essa que vou encontrar em seu sabor suave bolo. Bolo bolo faz me feliz que assim te quero bolo.
Aff!
Que tosco.
Hehehe
Ta valendo.
Ochaya 30/04/2005
Escrito por ochaya às 00h06
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Doc n°47
Poesias
Arte de poucos,
Mas que muitos arriscam a fazer
Despretensiosamente ou consciente
Outros simplesmente nem tentam.
A capacidade de compreender a poesia
Também me é falha
Entender o que ali esta escrito,
Que sentimentos estão ali embutidos, não consigo.
Vejo a Poesia através de olhos torpe poucos acostumados
Mas sinto-a de uma forma muito singular
Não sei o que ali esta, apenas sinto e vejo a forma como interage comigo.
Sei que ainda me falta muito para desenvolver uma relação de compreensão e afeto
Por vezes já tive a pretensão de fazer algumas poesias e estreitar esses laços
Mas nunca tive o talento para tal.
Ochaya
12 de abril de 2005
Escrito por ochaya às 18h39
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Doc n° 46
Consegui!!!!
Fiz um delicioso bolo de chocolate, que não derramou e não solou, a cobertura ficou ótima e ele ficou leve e fofo. Simplesmente perfeito.
Ahá! Eu sabia que um dia eu conseguiria, apesar de pensar em desistir por diversas vezes eu continuei e consegui finalmente fazer um bolo bem feito, foram precisas 4 tentativas em toda a minha vida, cinco meses depois da ultima frustrada, até sair um bolo que prestasse.
E essa trivialidade esta sendo postada para partilhar um pouco da minha alegria por algo tão pouco significante e para dar uma continuidade positiva a um post lamurioso meu de tempos atrás.
Ochaya
25 de março de 2005
PS:Para conhecer ou relembrar mais essa estória da vida real ver post n° 26 de 06/10/2004.
Escrito por ochaya às 11h45
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Doc n° 45
Estou pensando em recomeçar,
Reacender uma antiga chama,
Despertar novamente aquela paixão,
Trazer a tona velhos sentimentos.
Preciso com urgência máxima de:
Prazer e vontade,
Fascínio e reação
Ou de um novo sonho.
Estou pensando em voltar,
Sair daqui, ir pra realidade ou dela voltar para a fantasia
Ir e não parar...
Preciso com uma urgência desesperadora
De uma motivação, algo que me faça erguer a cabeça,
Sair desse quarto, dessa casa... desse mundo.
Ochaya
14 de março de 2005
Escrito por ochaya às 00h42
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Alegria Alegria!!!!
Iuupiiiiiiiii!!!!
Meu computador esta pronto, estou postando dele agora, la se foram tres semanas, o grande susto de ter perdido a minha pasta com mais de tres anos e meio de faculdade perdidos e muita dor de cabeça.
Minha linda e maravilhosa pasta esta a salvo e com ela toda a minha vida universitaria.
Alegria alegria alegria....
Ochaya
PS: Por agora so deixo a vcs a minha alegria, em breve tera post novo.
Escrito por ochaya às 22h19
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DESCULPAS sinceras desculpas.
Venho oferecer a todos um singelo mas verdadeiro pedido de desculpas pelo longo periodo sem postar nada e sem responder aos comentários.
Estou tendo problemas com o meu computador e estou sem acesso a internet para postar e responder qualquer coisa. Como diz meu caro Kurt, meu PC veio a falecer e esta em franco processo de ressucitação (pelo menos sao essas as espectativas ou ilusoes de que ainda seja possivel isso).
Ochaya
Assim que esse problema se resolver volto a postar, peço um pouco mais de paciencia da parte de vcs e agradeço é claro, as visitas e a paciencia de todos.
Escrito por ochaya às 16h18
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Doc n°44
Lá se vão mais de 20 dias desde a ultima vez que aqui estive para postar algo. Agradeço a visita e a paciência de quem aqui esteve e espera por algo novo.
Chateações superadas, confesso um tanto de improdutividade intelectual após mais um semestre da universidade, o último por sinal e da correria decorrente desse.
Pensei em “n” coisas para escrever e compartilhar com vocês, mas não conseguia desenvolver nada.
Acredito que tenha algo que consegui escrever um pouco melhor, e que não tenho dúvida, vale a pena compartilhar. Pensando bem, parece muito desorganizado e atropelado esse texto, sinto muito. Fazer o quê?
É a capacidade de ainda ser humana
Ta mais isso eu já sou, mas é aquela capacidade, muitas vezes adormecida, de se sentir assim.
Ver as pequenas coisas, perdidas no caminho, que estão ali a espera de que alguém as vejam, que apreciem a sua beleza. Estão ali geralmente para trazerem paz e um sorriso as faces sisudas que por ali passam, normalmente apressadas e indiferentes a sua existência.
Digo que eu estava como desses, estava super apressada, mal humorada, perdido a capacidade de olhar ao lado, ver os detalhes. Tinha acabado de brigar com uma pessoa e fui caminhar devido a disciplina que estava fazendo (PD - prática desportiva), faltava só bufar de raiva.
Eis que então, nessa caminhada em um dia nublado vi um pequenino pé de maracujá, parei para observá-lo (apreciei por breves, mais significativos, 10 minutos). Estava repleto de flores, magníficas flores (as mais belas flores ao meu ver são as flores de maracujá, com exceção do maracujá doce, que não tem suas flores tão encantadoras), envolto por muita vida, muitos bichos ali buscavam néctar, alimento e vida, conscientes ou não de seu papel de proliferadores desta última.
Uma beleza sem igual capaz de apaziguar meu espírito, deleitar-me a vista e me fazer feliz, por ver que ainda sou capaz de ver uma beleza como essa “perdida” no caminho esperando que alguém a perceba, ver que ainda olho ao meu redor e que não estou tão bitolada assim nessa correria e sociedade que nos deixa céticos e cegos.
Descobri –me alegre por parar e observar uma vida tão pequena e bela, repleta de vida a sua volta. Senti-me humana novamente, um tanto romântica ainda e capaz de ver, apesar de tudo, as pequenas coisas a minha volta.
Ochaya, 30 de janeiro de 2005
Escrito por ochaya às 21h46
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Doc n° 43
ARRE!!!!
Estou revoltadíssima... não consigo conceber como alguém é capaz de ser tão tão tão...desonesto par não dizer coisas feias, não sei nem o que dizer.
E ainda se auto denomina profissional.
Levei minha cadela Chou-Chou para tomar banho num novo Pet Shop porque achava que ela não era bem tratada no Pet que eu levava...
Pedi para dar banho e aparar o pelo, cortar um pouco só porque a juba dela era linda (pelagem dourada e grande) e ressaltei/frisei que não era par cortar muito o pelo dela. O filho da Mãe, raspou o pelo da minha cadela todo... está horrível. Ela está toda pelada, nem vestígios de sua linda pelagem e parece estar com muito medo sem falar no frio que ela deve estar sentindo, ainda mais que em Brasília tem feito frio essas ultimas noites de madrugada.
Quase não reconheci a minha cadela.... ficou muito entranha e triste, mais triste ainda que já estava por ter perdido os dois filhotes que nasceram e morreram faz pouco.
Ela já não gosta de banho, depois desse então.
Nossa não estou agüentando de raiva, dá vontade de bater, xingar ou fazer não sei o que com um cara desses... processar, dr um tubo de cola e mandar ele colar pelo por pelo?
Foi um choque quando cheguei em casa e a encontrei assim: toda pelada e tremendo, não sei se de medo ou de frio.
Estou até agora passada e apesar de na ser de criar briga, eu vou lá amanha nesse Pet Shop e vou brigar e muito.
Cada dia estou acreditando menos no caráter e honestidade do ser humano.
Ochaya
10 de janeiro de 2005
PS: Desculpe a linguagem tão imprópria, e o texto que foge completamente ao meu estilo, mas a raiva não me deixou produzir nada melhor... fica aqui um desabafo e um pouco de minha indignação.
Escrito por ochaya às 23h43
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Doc n° 42
Meus olhos te viram triste
Olhando pro infinito
Tentando ouvir o som do próprio grito...
Acho que meus olhos são tristes, ou pelo menos tem um quê de nostalgia... eu não encontro eles brilhando ao me mirar num espelho a procura de alegria ou daquele brilho de contentamento, quem sabe alguma dia em minha infância eles assim o foram. Mas desses dias eu não lembro mais.
Mas não pensem que fico triste ou indiferente a essa característica, eu gosto desse olhar bucólico, reflete um pouco de minha natureza e dessa busca, pelo infinito, de algo...
Talvez tudo não passe de uma impressão errônea minha.
...
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões...
Pergunto-me se algum dia sentirei isso, ou se serei capaz de fazer alguém sentir. Já amei muito alguém, mas não cheguei a tê-lo correndo em meu sangue...
Esses são uns trechos da música Esperando Aviões de Vander Lee, a musica em si não é tão boa e a voz dele não me agrada, mas esses trechos me tocam profundamente de alguma forma me identifico profundamente, o que faz com que eu goste dela.
Ochaya
07 de janeiro de 2005
Escrito por ochaya às 13h11
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A todos que por aqui passar, desejo um Feliz Natal!!!
Que possam estar do lado dos que lhes são queridos, comer muita coisa gostosa e ganhar os presentes que anseiam.
Tenham muita paz e felecidades!
Ochaya
24 de dezembro de 2004
Escrito por ochaya às 13h53
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Nota
Eu detesto esse espaço tão pequeno da UOL para publicação de textos.
Esse n° tão restrito de caracteres, quando não nos faz diminuir drasticamente o que escrevemos, temos que descaracterizar toda a forma adotada na montagem do original para publicar o que queremos, abandonando os espaços utilizados ou linhas puladas para dar uma maior noção de tempo ou de idéias.
O texto abaixo sofreu essa descaracterização o que me faz ficar frustrada com o resultado, ainda assim resolvi publicá-lo, quando for um espaço desses significativos, considere o aumento do tamanho da primeira letra do novo paragrafo como se uma linha divesse sido pulada.
Mais um detalhe a data de criação do texto abaixo é do dia 16 de dezembro de 2004, resolvi publicá-lo hoje e como não cabe no limite de caracteres da UOL a assinatura vem nesse post mesmo.
Ochaya/ 16 de dezembro de 2004
Peço descuplas pelo incoveniente e espero que gostem.
Escrito por ochaya às 21h33
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Doc n° 41
Coração dói?
Uma vez eu fui ao médico:
Disse que meu coração as vezes batia
De um modo diferente
Meio assim:
Tum tum, tum Tum, tum tum, Tum tum,
tutun, tutun tutum,
Aí ele volta a bater
Tum Tum, tum tum...
Dentro da normalidade,
Mas aí eu sinto uma dor aqui
Dentro do peito.
È uma agonia quando ela vem
Dói tão intensamente
Imobilizando-me,
Deixando-me sem ar e sem reação.
Sinto o meu coração doer...
E é tão profunda essa dor.
Ele disse que o coração não dói.
Seco assim, não dói e pronto.
Mas se a senhorita quiser
Eu posso passar um remédio para tomar quer?
Ele não tem muito contra indicação não,
A principal delas é que:
"não deve ser tomada em caso de suspeita de dengue".
E você encontra em qualquer lugar,
Toma um comprimido de Aspirina e pronto.
Tchau!
Eu até hoje descordo dele.
Por que o meu coração
Ainda hoje, as vezes, continua a bater assim:
tum tum tum
E a dor é tão lancinante
que parece que vai fazê-lo parar.
E pra mim
Coração dói sim e muito!
Escrito por ochaya às 21h17
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Doc n° 40
Sonhos
Esses, sempre muito claros
E vivos.
Parecem sempre indicar o caminho,
Mostrar o futuro.
Revelar e reavivar os medos, e
Satisfazer os desejos.
Aproximar as pessoas que se desejam
E aquelas que nunca se viram,
mas que por instantes, ainda que breves,
tornam-se parte de sua vida de forma implacável.
Os sonhos ainda permitem
Você olhar e vivenciar novamente o seu passado
Só que dessa vez sem tanto temor
E pesos na consciência.
Eles nos dão a tão idealizada liberdade,
Livre de repressões, e convenções sociais.
Sem prestar contas a ninguém,
Ninguém mesmo, nem a nós mesmos, livres
De nossa dita razão e consciência.
Quantas variedades, quanta diferença...
São tantos os sonhos.
Tem noite em que somos levados a paraísos,
Noutras à lugares que não desejamos jamais voltar.
Tem dia que acordamos sorrindo,
Outros em prantos, soluçando.
Alguns desejamos que nunca acabe,
que não chegue a hora de despertar,
Outros que são intermináveis e quanto mais desejamos
Que eles findem, mais demoram a acabar.
Mas todos têm um aspecto em comum,
Sua efemeridade
São de curta duração, breves.
E por mais que se repitam algumas vezes.
Nunca serão eternos.
Por mais que desejemos o contrario,
Eles fatalmente serão esquecidos.
Talvez seja essa sua característica,
Que nos faz desejá-los tanto
E querer dormir,
Só para novamente poder e
Sonhar
Ochaya
10 de dezembro de 2004
Escrito por ochaya às 10h21
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Doc n° 39
O que escrever,
Como expressar o que sinto?
Exteriorizar o que penso em minhas noites insones.
Algo que parece ser tão palpável para mim, faz tanto sentido.
Na hora de exteriorizar,
Se torna tão confuso e impreciso
Quando vou compartilhar com alguém
O que me agrada, meus medos,
Minhas conquistas, tudo muda.
As palavras somem,
Brincam de esconder ou de
Dar outras significações ao que quero dizer.
Afastam-se de mim como
Se eu fosse uma estranha a ser evitada.
Seria tão bom se quando acordada, tivesse eu,
A mesma lucidez e desenvoltura
Que me domina em sonhos.
Quem sabe algum dia,
Saberei escrever
Com a beleza dos loucos
Que de forma tão linda
Falam o que sentem.
Livre de receios e conseqüentemente
De forma tão pura e sincera.
Nesse dia, amarei o que escrevo.
Amarei a todos que me lêem
E que compreendem
O que sinto.
Porque nesse dia
Serei livre e sincera
Como jamais fui comigo.
E terei com a palavra
A intimidade que os amantes
Têm em seus redutos.
Ochaya 10 de dezembro de 2004
Escrito por ochaya às 00h59
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Doc n° 38
Para mudar um pouco a temática atual desse blog, pelo menos por hoje, uma besteirinha que disse durante a semana que passou e outra que li na porta de um banheiro (feminino é claro).
O besteirol dito foi:
'' Meu passado é tão obscuro que nem eu mesma o conheço", seguido por uma bela risada.
Quem me conhece sabe o quão verdadeiro isso é (e sim eu estou sendo irônica).
O lido, difere das usuais que se encontra em porta de banheiro femininos, que são sobre a legalidade do aborto, o quanto Jesus te Ama, declarações de amor (tanto para homens quanto para mulheres), xingamentos dentre outras vertendo geralmente para o mesmo nível é temática. O interessante é o quanto se discute sobre esses assuntos, é pior do que fórum (quem sabe a origem remota dos fóruns deve ser essa), basta alguém colocar algum tema e lá vai opiniões diversas, tanto de repúdio quanto de apoio, porta afora. Mas voltando ao que eu li:
''Eterno nesse mundo só o meu xixi.
Ele é húmus,
Adubo
Cimento
Concreto
E Pó."
Deve existir alguma grande verdade ou filosofia por trás dessas palavras, ainda não consegui descobri-la.
Só sei que me foi uma surpresa bastante inusitada, dentro do contexto usual de porta de banheiro feminino e de meu atual estado de humor, e me trouxe novamente um sorriso aos lábios.
Ochaya
04 de dezembro de 2004
Escrito por ochaya às 14h22
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